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A união faz a força, o diálogo faz o entendimento. 


A organização dos caminhoneiros autônomos em entidades sindicais surgiu da necessidade de se enfrentar os diversos problemas que afloram do trabalho nas estradas, comuns à todos os transportadores que trafegam nas rodovias brasileiras. Foi através do movimento sindical dos caminhoneiros que se levantou o debate sobre a necessidade de se aprimorar o sistema de transporte brasileiro.


Hoje sabemos que a evolução do país passa necessariamente pela estruturação das rodovias e o governo entendeu que a mobilidade é uma questão estratégica no desenvolvimento da economia, sendo parte importante neste processo a organização coletiva eficaz daqueles que se utilizam das vias para o sustento próprio. Uma organização capaz de se mobilizar conjuntamente, defender direitos, valores e buscar novas conquistas.


Diante deste cenário, cientes de que o movimento sindical deva se estabelecer através de bases sólidas, legítimas e que atuem com liberdade e autonomia, mas buscando constantemente a união dos pares em torno dos interesses comuns da categoria, surge a CNTA, uma entidade de grau máximo na hierarquia sindical, unindo sindicatos e federações de caminhoneiros em prol da organização coletiva dos transportadores autônomos.


E no final do ano de 2014, como uma forma de recompensar a luta incessante das representações sindicais dos autônomos, mais precisamente na data de 05 de dezembro de 2014, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), publica no Diário Oficial da União (DOU nº 232, Seção 1, pág. 91), a concessão do Registro Sindical da CNTA. Através do Registro Sindical, o MTE outorga à CNTA a representação e coordenação da categoria dos transportadores rodoviários autônomos de cargas, com base geográfica em todo o território nacional.


Trata-se de um verdadeiro marco na história da organização sindical dos caminhoneiros autônomos, que agora contam com uma entidade de nível máximo na representação sindical, devidamente reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, fruto do amadurecimento da organização coletiva da categoria, que neste momento, atinge seu ápice com o registro sindical de sua confederação.


Importante lembrar que a autonomia sindical dos caminhoneiros autônomos teve início em 1985, quando a categoria era representada nacionalmente pela Fencavir (Federação Nacional dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários). A entidade era majoritariamente composta por taxistas, mas foi quem deu o apoio para que os caminhoneiros autônomos se mobilizassem em uma ampla greve nacional (1985) e se organizassem em uma entidade própria da categoria. Dessa mobilização, foi fundado, no mesmo ano, o primeiro Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos no Brasil, o Sindicam-PR. A liderança da greve na época, era Diumar Bueno, atual presidente da CNTA.


Nessas três décadas que se passaram, a atuação de Bueno foi destaque em momentos como: Greve em 1985; duplicação da BR 116 no Sul enfrentando o Exército durante a Ditadura Militar; Operação Fronteira exigido mais fiscalização para coibir o roubo de caminhões que eram levados ao Paraguai; participação no Movimento Nacional de Paralisação em 1999; redução de 50% do pedágio no PR em 1998; conquista do vale pedágio; direito legal do caminhoneiro para receber estadia no valor de R$ 1,38 ton/h (valores atuais); registro da categoria RNTCR; multa ao embarcador; redução da alíquota do Imposto de Renda para caminhoneiro autônomo de 40% para 10%; além de ter fundado o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná, considerado modelo no país, por disponibilizar 56 mil metros quadrados para os motoristas guardarem os caminhões enquanto passam por Curitiba, com toda a infraestrutura de banho e lazer, além da Central de Fretes.


É neste espírito que começamos o ano de 2015 com as esperanças aumentadas, renovando nosso convite a todos os integrantes da categoria, sindicatos e federações, para que façam parte desta luta e que, unidos, possamos contribuir positivamente para a melhoria de vida do profissional das estradas.


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